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Adolescente autista é brutalmente agredido dentro e fora da escola em Campo Grande

Caso envolve colega e familiares do agressor; Conselho Tutelar aponta possível omissão da unidade escolar.

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Adolescente autista de 12 anos foi agredido dentro e fora de escola na região do Portal Caiobá, em Campo Grande 

Um adolescente de 12 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista, foi vítima de agressões físicas dentro e fora do ambiente escolar na manhã de terça-feira, 17 de março de 2026, na região do Portal Caiobá, em Campo Grande. O caso gerou indignação e está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar.

Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o episódio teve início ainda durante o período de aula na Escola Municipal Professor Antonio Lopes Lins. Um colega passou a acusar o estudante de ter pego seu lanche e, durante a aula, teria provocado a queda da vítima ao aplicar uma rasteira, resultando em ferimento na região da boca.

Após o término das atividades escolares, enquanto aguardava o transporte no ponto de ônibus próximo à unidade, o adolescente foi novamente alvo de agressões. Conforme o relato, um veículo parou no local e um homem desceu, empurrando o garoto e causando nova queda. Na sequência, a mãe do colega também teria participado das agressões, atingindo a vítima com golpes que provocaram lesões nos braços, pernas, costas e rosto. A ação só foi interrompida após a intervenção de pessoas que presenciaram a situação.

O Conselho Tutelar informou que a escola não comunicou imediatamente o ocorrido às autoridades competentes nem registrou o caso em ata no momento da agressão, o que levanta suspeitas de omissão. A notificação oficial só ocorreu posteriormente, após solicitação do próprio órgão.

A vítima passou por escuta especializada e exame de corpo de delito, além de ter seus dados atualizados para acompanhamento do caso. Há possibilidade de solicitação de medidas protetivas de urgência.

O adolescente permanece internado na Unidade Básica de Saúde do bairro Tiradentes, sob observação médica, com suspeita de fratura em uma das costelas. Exames de imagem estão sendo realizados para confirmação do diagnóstico.

Em nota informal, conselheiros tutelares destacaram que uma atuação mais imediata da escola poderia ter evitado o agravamento da situação. A Secretaria Municipal de Educação foi procurada para se manifestar, porém não havia retorno até o fechamento desta reportagem.

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