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Criança de um ano não resiste a ferimentos após suspeita de violência sexual em casa; padrasto está preso

Bebê teve morte encefálica confirmada na quarta-feira (29) e óbito registrado durante a madrugada; homem de 21 anos foi autuado por estupro de vulnerável e maus-tratos qualificados.

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Viatura da Polícia Militar estacionada em frente a unidade hospitalar durante atendimento de ocorrência

O que era para ser um lar de proteção tornou-se cenário de violência extrema. Um bebê de apenas um ano morreu nesta quinta-feira (30) em Campo Grande, após dar entrada em estado gravíssimo em uma unidade hospitalar sob suspeita de abuso sexual. A criança estava internada desde terça-feira (28), quando foi levada às pressas para atendimento médico.

Conforme apuração dos fatos, o menino chegou a ser reanimado ainda dentro da residência, mas teve morte encefálica confirmada pelos médicos na quarta-feira (29). O falecimento foi registrado durante a madrugada, e o corpo foi encaminhado ao necrotério nas primeiras horas da manhã.

As investigações tiveram início após uma motorista de aplicativo acionar a Polícia Militar. Ela relatou que transportava uma mulher de 31 anos em estado de desespero, que afirmava que o filho havia morrido em casa. Ao chegarem ao imóvel, localizado no bairro Santa Luzia, os policiais encontraram a criança sem sinais vitais e iniciaram manobras de reanimação até a chegada do Samu, que conseguiu restabelecer os batimentos cardíacos de forma temporária.

Durante o deslocamento para a Santa Casa, a equipe médica identificou diversos hematomas espalhados pelo corpo do bebê, incluindo lesões na região genital, o que levantou imediatamente a hipótese de agressão sexual.

Em depoimento às autoridades, a mãe afirmou que havia saído de casa por volta das 6h, deixando o filho sob os cuidados do padrasto, de 21 anos. O homem declarou que a criança estava mamando normalmente, mas teria parado de respirar durante o banho, aproximadamente 40 minutos depois da saída da companheira. Ele também alegou que o bebê havia sofrido uma queda dias antes, versão que não convenceu os investigadores.

No ambiente hospitalar, os profissionais de saúde constataram que algumas lesões não eram recentes, sugerindo episódios anteriores de agressão. A mãe admitiu ter visualizado marcas no corpo do filho no dia anterior, mas disse não ter confrontado o companheiro sobre a origem dos ferimentos.

A perícia encontrou manchas de sangue na cama e no cobertor da criança, além de substâncias entorpecentes dentro da residência. Diante das evidências, o padrasto foi preso em flagrante por estupro de vulnerável e maus-tratos qualificados. A mãe também foi autuada pelo crime de maus-tratos.

O delegado Luca Venditto Basso solicitou a prisão preventiva do suspeito, destacando a gravidade do caso. Ambos permanecem à disposição da Justiça e aguardam audiência de custódia. As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente. 

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