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Arroba do boi gordo atinge maior valor da série histórica em Mato Grosso do Sul

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Divulgação

O preço médio da arroba do boi gordo em Mato Grosso do Sul atingiu R$ 348,65 em abril de 2026, alcançando o maior valor nominal já registrado na série histórica acompanhada pelo Sistema Famasul. Os dados foram levantados junto aos frigoríficos do Estado e elaborados pelo DETEC (Departamento Técnico) da entidade.

Na comparação com março deste ano, quando a arroba estava cotada em R$ 332,72, houve alta de 4,79%. A arroba da vaca também registrou valorização, passando de R$ 306,70 para R$ 318,01, avanço de 3,69%. Já a novilha saiu de R$ 316,91 para R$ 330,62, aumento de 4,33%.

Em relação ao mesmo período do ano passado, os preços acumulam valorização expressiva: 11% para o boi gordo, 6% para a vaca e 8% para a novilha.

Apesar do recorde nominal, o valor corrigido pela inflação ainda permanece abaixo do pico registrado em 2021, considerado o maior patamar real dos últimos cinco anos. Mesmo assim, as cotações seguem acima da média histórica e também superiores às registradas em abril de 2025.

Retenção de animais sustenta alta no mercado

A valorização da arroba acompanha o atual momento do ciclo pecuário brasileiro. Após um período marcado pelo aumento do descarte de fêmeas e maior oferta de animais para abate, o setor entrou em uma fase de retenção, reduzindo gradualmente a disponibilidade de bovinos terminados e sustentando os preços em níveis mais elevados.

Por outro lado, analistas do mercado avaliam que o setor ainda enfrenta pressão baixista no curto prazo. Segundo a consultoria Agrifatto, o aumento da oferta de animais terminados, provocado pela perda da qualidade das pastagens durante o outono, aliado ao enfraquecimento do consumo interno de carne bovina na segunda quinzena do mês, limita novas altas mais intensas.

Expectativa é de estabilidade ou leve recuo em maio

A projeção para maio é de estabilidade ou até mesmo leve queda nas cotações da arroba. Historicamente, o mês costuma apresentar preços médios inferiores aos registrados em abril, devido ao aumento da oferta de animais prontos para abate, cenário que tende a pressionar o mercado pecuário.