Publicado em 22/04/2026 às 09:15,

Dia das Mães: efeito das canetas emagrecedoras troca rodízio por estética em Campo Grande

Dia das Mães deve injetar R$ 150 milhões em Campo Grande. Com o efeito das canetas emagrecedoras, lojistas veem migração do consumo para moda e perfumaria.

Redação, G1
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Comércio em Campo Grande.

O uso de canetas emagrecedoras mudou o perfil de presentes para o Dia das Mães em Campo Grande. Segundo pesquisa da Uma pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Campo Grande) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o gasto dos consumidores migrou de grandes rodízios e alimentação para os setores de moda, estética e perfumaria.

O levantamento, realizado entre 10 e 15 de abril com 280 consumidores, aponta que 32% das mães realizam algum tratamento de saúde ou obesidade, e 24% utilizam suporte medicamentoso. O fenômeno é mais comum nas classes A, B e C. Com a mudança rápida de manequim e foco no autocuidado, a demanda por roupas e serviços de beleza cresceu.

De acordo com Antônio Silva, economista e analista de mercado da CDL Campo Grande esta é uma tendência de mercado.

“Estamos vendo uma mãe em plena transição de hábitos. O lojista que insistir no modelo de ‘fartura’ ou em estoques de tamanhos antigos vai perder venda. A oportunidade agora está na autoestima e na experiência personalizada”.

Projeção de vendas

A expectativa é que o varejo da capital tenha um crescimento de 7,5% nas vendas em comparação ao ano passado. A movimentação financeira deve injetar cerca de R$ 150 milhões na economia de Campo Grande.

Os setores em destaque são:

Moda e Vestuário: renovação de manequim com tamanhos menores;

Cosméticos e Estética: tratamentos e perfumaria;

Gastronomia: foco em experiências à la carte (porções menores) em vez de bufês de volume.

Alerta para endividamento

Apesar do otimismo, a pesquisa indica que 71% da população economicamente ativa de Campo Grande está endividada. Por isso, a recomendação para o lojista é cautela com a inadimplência.

O presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, reforça que o lojista deve priorizar consultas ao SPC Brasil e evitar taxas de financeiras externas.

“Faturar não é o mesmo que receber. [O lojista precisa] priorizar o crediário próprio seguro ou o incentivo ao Pix com desconto”, adverte o presidente.

Destaques da pesquisa

Ticket médio: Entre R$ 250 e R$ 300 por presente;

Pagamento: Preferência por parcelamentos curtos (até 4x) ou uso do Pix para obter descontos