Um bebê de apenas um mês morreu nesta terça-feira (24) na Aldeia Jaguapiru, localizada na Reserva Indígena de Dourados (MS), vítima de chikungunya. Este é o quinto óbito registrado no Estado em 2026, sendo o segundo envolvendo recém-nascidos.
A criança estava internada no Hospital Universitário de Dourados, mas não resistiu às complicações da doença. O sepultamento está previsto para esta quarta-feira (25), no cemitério da própria aldeia.
O caso já foi comunicado às autoridades de saúde, que acompanham a situação e investigam as circunstâncias. Diante do avanço da doença, o Governo do Estado já considera o cenário como epidêmico na região.
Outras quatro mortes por chikungunya já haviam sido confirmadas na Reserva Indígena de Dourados neste ano. As vítimas são uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos, um bebê de três meses e uma mulher de 60 anos, todos moradores das aldeias Jaguapiru e Bororó.
Para conter o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados intensificou as ações de combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Uma força-tarefa foi mobilizada nas aldeias, com vistoria em 4.319 imóveis, tratamento em 2.173 locais e identificação de 1.004 focos do mosquito, principalmente em caixas d’água, lixo e pneus.
As equipes também realizaram borrifação em 43 imóveis, com o uso de equipamentos de inseticida, além da atuação de 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena.
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e tem como principais sintomas febre alta, dores intensas nas articulações e cansaço extremo. Em casos mais graves, pode causar complicações neurológicas, como encefalite, meningite e paralisia. A recuperação pode ser prolongada, com dores persistentes que afetam a qualidade de vida dos pacientes.
As autoridades reforçam a importância da eliminação de criadouros do mosquito e da busca por atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas, como forma de evitar complicações e novos casos graves.


