Publicado em 13/04/2026 às 09:13,

Casos de dengue avançam em MS e Estado passa para média incidência; chikungunya já registra mortes em 2026

Redação, NaviNews
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Divulgação

Mato Grosso do Sul registrou mais 308 casos prováveis de dengue na última semana, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS). Com a atualização, o Estado soma 2.793 registros da doença em 2026.

A incidência chegou a 101,3 casos por 100 mil habitantes, fazendo com que Mato Grosso do Sul saísse do nível de baixa para média incidência. Apesar disso, a situação é considerada preocupante em pelo menos dez municípios, que apresentam índices acima de 300 casos por 100 mil habitantes, patamar classificado como alto.

Entre as cidades com maior incidência estão Corumbá, com 681 casos prováveis e índice de 707,4, seguida por Costa Rica (155 casos e incidência de 595,3) e Amambai (223 casos e 567,1). Também aparecem na lista Douradina, Sete Quedas, Selvíria, Santa Rita do Pardo, Paraíso das Águas, Itaporã e Jardim.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Douradina e Amambai apresentaram crescimento expressivo na proporção de casos. Por outro lado, apenas Corguinho, Nova Alvorada do Sul e Tacuru não registraram casos de dengue neste ano.

Em relação aos óbitos, um caso que estava sob investigação foi descartado após exames laboratoriais confirmarem outra causa da morte.

Chikungunya preocupa autoridades de saúde

Além da dengue, a chikungunya também acende um alerta no Estado. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a doença já provocou 10 mortes em Mato Grosso do Sul neste ano, sendo seis em Dourados, duas em Jardim, uma em Bonito e uma em Fátima do Sul.

O boletim aponta ainda 4.281 casos prováveis de chikungunya, dos quais 2.102 já foram confirmados, o que representa 49,1% do total. Outros 2.179 seguem como suspeitos e aguardam resultado de exames laboratoriais.

Atualmente, 17 municípios do Estado enfrentam situação de epidemia da doença, elevando o nível de atenção das autoridades sanitárias.

Prevenção é a principal forma de combate

Diante do cenário, a principal recomendação das autoridades de saúde é eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor. Medidas simples podem fazer a diferença no controle das doenças:

Evitar o acúmulo de água em recipientes e objetos;

Manter caixas d’água e reservatórios sempre bem fechados;

Guardar garrafas e recipientes de cabeça para baixo;

Colocar areia nos pratos de plantas;

Limpar calhas, ralos e lajes regularmente;

Descartar corretamente pneus e materiais sem uso;

Manter piscinas limpas e tratadas;

Evitar acúmulo de lixo e entulho.

A SES reforça que a participação da população é fundamental para conter o avanço das doenças, já que a maioria dos focos do mosquito está dentro das residências.