Publicado em 03/09/2026 às 09:34,

Discord tem prazo de 10 dias para apresentar medidas de segurança após morte de menina em MS

Redação, NaviNews
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Divulgação

Representantes do Discord e do Governo Federal realizaram audiência de conciliação nesta quarta-feira (2). A plataforma afirmou que irá apresentar as melhorias solicitadas em 10 dias úteis, após as cobranças de fiscalização motivadas pela morte da adolescente, de 13 anos, em Naviraí, cidade a 359 quilômetros de Campo Grande.

A União e o Discord chegaram a um compromisso parcial, com o prazo de 10 dias úteis para a plataforma apresentar propostas específicas sobre os quatro pontos cruciais. Os órgãos federais definiram que a rede social poderá pagar até R$ 500 milhões de indenização, na última quarta-feira (26).

As principais solicitações do governo são o combate à sextorsão — que é a ameaça de divulgar imagens íntimas para forçar alguém a fazer algo; o aprimoramento no combate aos maus-tratos a animais; a comunicação e preservação de dados; a representação no Brasil; e a proteção de menores.

Medidas solicitadas

O governo obriga a plataforma a criar um protocolo para comunicar indícios de sextorsão às autoridades. Junto do envio, deve haver dados sobre vítimas, ameaças, condutas e reincidência.

O Discord deverá aprimorar as ferramentas que detectam, avaliam e moderam conteúdos que envolvem violência ou crueldade contra animais. A União orienta que a rede social crie um fluxo permanente para a comunicação de ocorrência, com a preservação de dados e metadados.

Por fim, o governo também solicita mudanças na proteção de menores, em relação ao caso da menina de 13 anos, em Mato Grosso do Sul, que deu origem a toda a investigação acerca da plataforma. O Discord deverá manter uma representação legal no Brasil, canal integrado ao Ligue 180 e medidas automáticas contra assédio digital coordenado.

Na reunião, participaram advogados do Discord, representantes da PGR (Procuradoria-Geral da União), da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), delegados da PF (Polícia Federal) e o Secretário Nacional de Direito Digital do Ministério da Justiça, Victor Oliveira Fernandes.