Publicado em 20/03/2026 às 08:08,
O movimento destacou que no mês de luta das mulheres, elas estão à frente da mobilização. O objetivo é reforçar o papel das trabalhadoras do campo na defesa da reforma agrária.
Um protesto do Movimento Sem Terra (MST) interditou totalmente a BR-163, na altura do km 463, em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (20). Cerca de 150 pessoas participam da manifestação e bloqueiam a rodovia nos dois sentidos.
Segundo o grupo, a interdição da rodovia é uma forma de pressionar o governo a atender uma pauta de reivindicações.
Por causa da interdição, o trânsito está completamente parado no local. Segundo a concessionária Motiva Pantanal, o congestionamento já chega a aproximadamente 3 quilômetros no sentido sul e 1 quilômetro no sentido norte.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão no local e negociam com os manifestantes para liberar a via. Até o momento, apenas ambulâncias têm passagem autorizada.
Funcionários da concessionária também atuam na região, orientando os motoristas e fazendo a sinalização da rodovia.
Ainda não há previsão de quando o tráfego será liberado.
O g1 entrou em contato com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que informou que irá se posicionar.
Rotas alternativas
Para evitar o trecho interditado, a orientação é que os motoristas utilizem caminhos alternativos:
Sentido norte: desvio no km 461, com acesso à MS-040;
Sentido sul: desvio no km 466, com saída para Sidrolândia.
O que diz o MST
Em nota, o MST informou que o bloqueio faz parte de uma mobilização da chamada “frente unitária” de movimentos sociais, que reúne, além do próprio movimento, outras organizações populares.
O movimento destacou ainda que, neste mês de março, marcado por ações ligadas à luta das mulheres, elas estão à frente da mobilização. O objetivo, segundo a nota, é reforçar o papel das trabalhadoras do campo na defesa da reforma agrária, da produção de alimentos e da justiça social.
A ação também faz parte da preparação para o chamado “Abril Vermelho”, período tradicional de mobilizações em defesa da reforma agrária e em memória de pessoas que morreram na luta pela terra.
Ainda conforme o MST, o protesto denuncia a demora nas respostas para famílias acampadas, a paralisação de processos de assentamento e a falta de políticas públicas voltadas à garantia de terra, moradia e condições de produção.
A frente de movimentos afirma que seguirá mobilizada até que haja medidas concretas para avançar na reforma agrária no estado.
Mais informações
Motoristas podem buscar atualizações pelo telefone 0800 648 0163, que atende gratuitamente, inclusive por celular. O contato também funciona via WhatsApp no mesmo número.