Publicado em 29/10/2026 às 09:46,

Sobrinhos de Marcinho VP são presos em operação da PF suspeitos de levar recados do traficante de presídio federal em MS

Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul, familiares faziam a comunicação entre o chefe do Comando Vermelho, preso em Campo Grande, e integrantes da cúpula da facção em liberdade.

Redação, G1
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Operação investiga sobrinhos suspeitos de levar recados de Marcinho VP

Uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), deflagrada nesta quinta-feira (29), investiga a atuação de dois sobrinhos de Marcinho VP, apontado como um dos principais chefes históricos do Comando Vermelho (CV). Segundo a investigação, os familiares seriam responsáveis por levar recados entre o traficante, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, e integrantes da cúpula da facção em liberdade.

🔎 Marcinho VP, apontado como um dos principais chefes históricos do Comando Vermelho (CV), está preso desde 1996 e foi transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande em janeiro de 2024. Ele acumula condenações por crimes como tráfico de drogas e homicídio.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados: um de prisão preventiva contra Marcinho VP, na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde ele continuará preso; dois de prisão temporária contra os sobrinhos do traficante; e dois de busca e apreensão. As ações contra os familiares ocorrem no Rio de Janeiro e em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Batizada de Operação Cesura, a ação busca interromper o canal de comunicação que, segundo os investigadores, permitia ao chefe da facção manter contato com a organização mesmo dentro de uma penitenciária federal de segurança máxima.

Durante a operação, foram apreendidos veículos e celulares. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Sobrinhos atuavam como mensageiros, aponta investigação

De acordo com a PF, os dois familiares seriam responsáveis por transmitir informações entre o chefe da facção preso e integrantes da organização em liberdade.

Um dos investigados visitava frequentemente o tio na Penitenciária Federal de Campo Grande, após manter contato com outro chefe da organização criminosa, que está foragido da Justiça.

Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que, mesmo preso, Marcinho VP continuaria sendo reconhecido como um dos chefes da facção.

Um dos sobrinhos investigados ocupa um cargo comissionado em uma Câmara Municipal da Baixada Fluminense. Segundo a PF, ele adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio aparentemente incompatível com a renda declarada.

Investigação começou após operação contra tráfico internacional

A investigação teve início a partir de provas compartilhadas pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, obtidas durante a Operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e drogas pela fronteira norte do Brasil.

A análise de dados de um dos chefes da facção que está foragido revelou a possível atuação dos dois familiares como intermediários na comunicação com o preso.

A Operação Cesura é conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal (Gaeco Nacional).