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Primavera começa com El Niño forte e previsão de calor intenso em Mato Grosso do Sul

Estação começa nesta terça-feira (22) com possibilidade de alternância entre períodos de calor, chuva e temporais no Estado.

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Divulgação

A primavera começa nesta terça-feira (22), às 21h05, no horário de Brasília, e deve trazer mudanças no padrão do tempo em diferentes regiões do Brasil. A estação chega sob influência de um El Niño classificado como muito forte, fenômeno que altera a circulação dos ventos e a distribuição das chuvas.

Para Mato Grosso do Sul, a previsão indica um cenário de alternância entre períodos de calor intenso e episódios de chuva, especialmente conforme a primavera avançar. O Estado fica em uma área de transição entre o ar quente e mais seco do interior do país e as áreas que podem receber maior volume de chuva no Sul.

De acordo com a previsão da Climatempo citada pelo g1, o Centro-Oeste deve registrar temperaturas elevadas e, em algumas áreas, chuva abaixo da média. Em Mato Grosso do Sul, porém, a passagem de sistemas meteorológicos pode provocar períodos de instabilidade e ocorrência de temporais.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e costuma influenciar o regime de chuvas no Brasil. De forma geral, o fenômeno favorece mais chuva no Sul do país e condições mais quentes e secas no Norte e Nordeste.

No Sul, a previsão aponta para volumes de chuva acima da média, principalmente no Paraná, Santa Catarina e no norte do Rio Grande do Sul. A combinação de calor e entrada de ar frio pode favorecer temporais acompanhados de raios, ventos fortes e granizo.

Já no Sudeste, o início da primavera ainda deve apresentar períodos de temperaturas mais amenas e chuva. A partir do fim de outubro, no entanto, a tendência é de aumento do calor, com possibilidade de episódios de temporais.

No Norte e no Nordeste, a influência do El Niño deve contribuir para a manutenção de períodos mais secos e quentes. Na Amazônia, a redução das chuvas pode favorecer a queda do nível dos rios e aumentar a preocupação com queimadas.

Além das diferenças regionais, o país também deve enfrentar novos episódios de calor intenso. Uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), baseada em 47 anos de registros, aponta uma média de seis ondas de calor até dezembro em anos influenciados pelo El Niño.

Segundo a pesquisadora Mabel Calim Costa, do Cemaden, a frequência pode ser maior diante do fortalecimento do fenômeno e do aumento das temperaturas dos oceanos.

A previsão indica que o El Niño deve atingir seu auge entre novembro e dezembro e perder força apenas durante o outono de 2027. Até lá, as condições de calor, chuva e temporais podem variar bastante de uma região para outra.

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