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Tragédia no Himalaia deixa mais de 550 mortos e mais de 1,5 mil desaparecidos entre Nepal e Tibete

Equipes de resgate enfrentam lama, escombros e risco de novas inundações enquanto autoridades investigam possível colapso de geleira como origem do desastre.

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Equipes de emergência atuam em meio à lama e aos escombros deixados pela avalanche e pelas inundações na região do Himalaia. 

A dimensão da tragédia provocada por uma avalanche seguida de uma forte inundação na região do Himalaia aumentou nesta sexta-feira (28). O número de mortos chegou a 552 no Nepal e no Tibete, enquanto mais de 1,5 mil pessoas continuam desaparecidas. As buscas são realizadas em meio a grandes volumes de lama e escombros, mas o trabalho das equipes enfrenta novas ameaças provocadas pela elevação do nível da água.

No Nepal, autoridades informaram que 547 pessoas morreram em consequência do desastre. Do outro lado da fronteira, no território tibetano, a televisão estatal chinesa registrou cinco mortes e apontou que outras 558 pessoas permanecem desaparecidas.

A tragédia ocorreu na quarta-feira (26), depois que uma avalanche atingiu uma área de alta montanha e desencadeou uma inundação de grandes proporções. A força da água arrastou materiais e atingiu comunidades localizadas rio abaixo.

As operações de resgate seguem sob atenção constante devido ao risco de novos episódios. Um lago formado após o primeiro deslizamento voltou a apresentar elevação no nível da água e transbordou, aumentando a preocupação das autoridades. Moradores de áreas consideradas vulneráveis foram orientados a deixar os locais e procurar regiões mais seguras.

A possibilidade de uma nova inundação também levou militares, policiais, equipes de emergência e voluntários envolvidos nas buscas a permanecerem em alerta. As autoridades determinaram que as equipes devem abandonar imediatamente as áreas de risco diante de qualquer sinal de uma nova onda de água.

Investigações preliminares apontam que o colapso de uma geleira em uma região elevada do Nepal pode ter sido o ponto de partida para a sequência de acontecimentos. Especialistas dos dois países analisam informações obtidas em campo e imagens de satélite para compreender com maior precisão como o desastre teve início.

Segundo as primeiras avaliações, uma grande quantidade de gelo teria se desprendido e bloqueado temporariamente o curso de um rio. Com a retenção da água, uma espécie de barreira natural se formou. Posteriormente, o bloqueio cedeu, permitindo que uma grande quantidade de água avançasse rapidamente pela região.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos identificou um evento associado ao colapso de uma geleira, com magnitude estimada em 5,2, capaz de desencadear uma avalanche de detritos. Apesar das investigações, ainda não existe uma conclusão definitiva sobre todos os fatores que contribuíram para a dimensão da tragédia.

Cientistas destacam que o aumento das temperaturas no Himalaia vem elevando a vulnerabilidade de geleiras e comunidades instaladas em áreas próximas a rios e encostas. O aquecimento global pode contribuir para condições que favorecem o derretimento e a instabilidade de grandes massas de gelo, embora uma relação direta entre as mudanças climáticas e este desastre específico ainda dependa de estudos mais aprofundados.

Enquanto os especialistas buscam respostas sobre as causas, equipes de emergência continuam mobilizadas para localizar sobreviventes e vítimas. A prioridade, neste momento, permanece sendo o resgate e a segurança das pessoas que ainda estão em áreas afetadas.