Publicado em 23/10/2026 às 11:59,
Um membro do Conselho Tutelar de Naviraí foi afastado de suas funções por um período inicial de 180 dias, em cumprimento a uma determinação judicial. A medida foi solicitada pelo Ministério Público, que conduz uma investigação em sigilo sobre a suspeita de o servidor fazer imagens intimas da própria filha. Segundo as apurações iniciais, a denúncia que originou o processo foi feita pela própria vítima. No decorrer das investigações, fotos e vídeos da vítima no banho, feitas sem o consentimento dela, foram encontradas em posse do investigado.
A notificação oficial do afastamento ocorreu ontem (21/10), na sede do Conselho Tutelar do município. Durante o procedimento, o conselheiro ofereceu resistência inicial e se recusou a sair para assinar o documento de notificação. Diante da negativa, o oficial de justiça responsável pela diligência informou que seria necessário acionar o apoio da força policial para garantir o cumprimento da ordem, momento em que a situação foi contornada e o documento assinado.
O caso segue tramitando em segredo de justiça. Por esse motivo, e com o objetivo exclusivo de preservar a identidade e a integridade psicológica da vítima, o nome do conselheiro tutelar não será divulgado pela reportagem. A Delegacia de Atendimento a Mulher (DAM) de Naviraí dará continuidade às investigações para o esclarecimento total dos fatos e a adoção das medidas legais cabíveis.