Publicado em 20/03/2026 às 09:50,
Um idoso de 83 anos foi vítima do golpe conhecido como “falso gerente” e perdeu R$ 393,9 mil por meio de transferências via Pix, em Campo Grande. O caso, registrado em dezembro de 2025, veio a público nesta quarta-feira (18).
De acordo com o boletim de ocorrência, dois dias após comparecer a uma agência bancária para tratar de assuntos financeiros, a vítima recebeu uma ligação de um número que aparentava ser da própria instituição. Do outro lado da linha, o suspeito se apresentou como o gerente com quem o idoso havia conversado anteriormente.
Durante a ligação, o golpista afirmou ter identificado movimentações suspeitas na conta e questionou a vítima sobre duas transferências que totalizavam R$ 393,9 mil. O idoso negou reconhecer as operações.
Na sequência, o criminoso disse que iria “resolver o problema” e passou a solicitar dados sensíveis, como chave de segurança, além de orientar procedimentos no aplicativo do banco, incluindo validações por biometria facial.
Como a chamada partiu de um número aparentemente oficial e o suspeito demonstrava conhecimento sobre dados da conta e o nome do gerente, a vítima acreditou estar falando com um funcionário legítimo. Além disso, o idoso aguardava um retorno do banco referente a uma operação recente, o que aumentou a credibilidade do golpe.
Convencido de que precisava agir para evitar prejuízos, o idoso seguiu todas as orientações repassadas durante a ligação.
Somente depois, ao acessar o aplicativo bancário, percebeu que havia sido enganado. Os limites da conta tinham sido alterados e duas transferências via Pix foram realizadas sem autorização: uma no valor de R$ 299,9 mil para uma mulher e outra de R$ 94 mil para um homem.
Também foi identificado um pedido de empréstimo em nome da vítima, que não chegou a ser liberado.
Ao procurar a agência, o idoso foi informado pelo gerente verdadeiro de que havia caído em um golpe. O caso foi registrado na polícia e segue sob investigação.
As autoridades reforçam o alerta para que clientes nunca compartilhem senhas, códigos de segurança ou realizem procedimentos orientados por telefone, mesmo que a ligação aparente ser do banco. Instituições financeiras não solicitam esse tipo de informação por contato telefônico.