No cenário político de Mato Grosso do Sul, as articulações para as eleições de 2026 ao Senado começam a se intensificar, com pré-candidaturas cada vez mais definidas. Aparecem como nomes naturais à reeleição os senadores Nelsinho Trad e Soraya Tronicke. Também despontam o ex-governador Reinaldo Azambuja, o ex-deputado Capitão Contar e o deputado federal Vander Loubet, todos com relevância eleitoral em diferentes campos políticos.
Enquanto os nomes principais ganham visibilidade, a definição dos suplentes segue mais discreta, concentrada nas decisões dos candidatos ao Senado. Ainda assim, nos bastidores, cresce a percepção de que essas escolhas podem ser determinantes para a formação de alianças.
Nesse contexto, surge o nome de Dorival Betini, atual chefe de gabinete da Vice-Governadoria, reconhecido pela habilidade de articulação política. Sua eventual indicação passa a ser considerada dentro de um arranjo mais amplo.
O vice-governador José Carlos Barbosa busca manter protagonismo no processo eleitoral de 2026 ao lado do governador Eduardo Riedel. Já a possível candidatura de Nelsinho Trad, embora inserida no mesmo campo, enfrenta resistência dentro do núcleo governista, que tende a priorizar outras alternativas.
A eventual escolha de Betini como suplente abriria um canal direto com a Governadoria e atenderia ao grupo político ligado a Barbosinha. Além disso, ampliaria a presença da candidatura no interior do estado, onde Betini possui atuação consolidada, especialmente nas regiões do Cone Sul, Grande Dourados, Fronteira, Vale do Ivinhema e Leste.
Com perfil conciliador e trânsito entre diferentes grupos, Betini também traz no currículo a experiência de uma disputa ao Senado em 2018. Sua possível entrada em uma chapa reforça o papel estratégico da suplência, cada vez mais relevante no equilíbrio político estadual.


