O cenário político para as eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul já começa a ganhar forma, com ao menos seis nomes em articulação para a disputa pelo governo do estado. Entre os pré-candidatos está o atual governador, Eduardo Riedel (PP), que deve tentar a reeleição.
A disputa também poderá ter:
Fábio Trad (PT);
João Henrique Catan (Novo);
Renato Gomes (DC);
Jeferson Bezerra (Agir);
Lucien Rezende (PSOL).
Entenda o cenário
Atual governador, Eduardo Riedel, se coloca como pré-candidato à reeleição. Ele deixou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e se filiou ao Progressistas (PP), mudança que acompanha um movimento mais amplo de lideranças estaduais.
Com a nova sigla, Riedel tenta ampliar a base de apoio, principalmente entre partidos de centro e da base do governo federal. Nos bastidores, aliados trabalham para manter a coalizão que garantiu sua eleição e ampliar o diálogo com o agronegócio e setores urbanos.
Pelo campo da esquerda, o ex-deputado federal Fábio Trad é o nome do Partido dos Trabalhadores (PT). Trad também passou por mudança partidária recente, após deixar o Partido Social Democrático (PSD). Ele busca consolidar apoio entre partidos alinhados ao governo federal e movimentos sociais. A estratégia inclui ampliar a presença em municípios do interior e reforçar a pauta de desenvolvimento social, além de tentar unificar candidaturas do campo progressista.
O deputado estadual João Henrique Catan representa o Partido Novo na disputa. Ele mantém discurso alinhado ao liberalismo econômico e à redução do tamanho do Estado. Catan deixou o PL para formar uma aliança mais forte junto ao Novo. Ele tem buscado visibilidade com pautas fiscais e críticas à gestão pública.
Outro nome colocado é o do economista Renato Gomes, do Democracia Cristã (DC). Ele aposta em um discurso voltado à gestão técnica e à ética na política. Sem grande estrutura partidária, tenta viabilizar a candidatura com apoio de grupos conservadores e lideranças locais. As articulações ainda são iniciais, e a prioridade tem sido ampliar o conhecimento do nome junto ao eleitorado.
Jeferson Bezerra, do Agir, também se apresenta como pré-candidato. Ele atua na construção de uma candidatura alternativa, buscando apoio fora dos grandes blocos políticos. A estratégia inclui dialogar com segmentos populares e lideranças comunitárias. No entanto, ainda enfrenta desafios para consolidar alianças mais amplas no estado.
Pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Lucien Rezende aparece como possível candidato. A legenda deve manter candidatura própria, com foco em pautas sociais, ambientais e de direitos humanos. O partido busca se diferenciar tanto da direita quanto do PT, embora não descarte composições no segundo turno.
Cenário ainda será consolidado
Apesar das pré-candidaturas já colocadas, o cenário ainda é considerado aberto. Lideranças políticas avaliam que alianças podem mudar até o período das convenções, em 2026. As articulações envolvem negociações nacionais e regionais, além da formação de chapas proporcionais.
Nos próximos meses, a expectativa é de intensificação das movimentações políticas, com definição mais clara de apoios e possíveis desistências. O eleitorado sul-mato-grossense deve acompanhar uma disputa marcada por rearranjos partidários e tentativas de construção de novos blocos de poder.


