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Polícia apreende bebidas ilegais, cigarros contrabandeados e interdita açougue em conveniência

Os policiais confirmaram que a conveniência havia adquirido produtos da fábrica irregular, investigada no ano passado, em Terenos.

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Operação contra bebidas ilegais apreende vodka clandestina e 400 kg de carne imprópria 

Polícia Civil de Mato Grosso do Sul realizou, na quinta-feira (19), uma fiscalização em uma conveniência localizada na Rua Zulmira Borba, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. A ação resultou na apreensão de bebidas alcoólicas, cigarros contrabandeados e na interdição de um açougue que funcionava no local.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), com apoio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e da Perícia Científica.

De acordo com a Polícia Civil, a fiscalização faz parte das investigações da Operação Metanol, que apura a produção e comercialização ilegal de bebidas alcoólicas. Em novembro de 2025, uma fábrica clandestina foi interditada no município de Terenos (MS), onde um homem foi preso suspeito de fabricar bebidas sem autorização e fora das normas sanitárias.

Durante a vistoria desta quinta-feira, os policiais confirmaram que a conveniência havia adquirido produtos da fábrica irregular. No local, foram encontradas 54 garrafas de vodka da marca Shirlok, com 900 ml cada, produzidas na fábrica clandestina.

Outras irregularidades

Além das bebidas ilegais, a equipe constatou a venda de produtos de origem irregular, como uísque, licor e cachaça sem comprovação fiscal, além de cigarros importados contrabandeados.

Na entrada do estabelecimento, também havia bandejas com cortes de carne bovina expostos à venda sem identificação adequada, como exige a legislação sanitária. Ao ser solicitado o alvará sanitário e a autorização do SIM para manipulação de alimentos, os responsáveis não apresentaram os documentos.

Com o apoio do Serviço de Inspeção Municipal, os fiscais inspecionaram o açougue e constataram más condições estruturais e falta de autorização para funcionamento.

O espaço foi interditado, e aproximadamente 400 quilos de carne, considerados impróprios para consumo por terem sido manipulados de forma inadequada, foram apreendidos e descartados.

Os proprietários da empresa não estavam presentes no momento da fiscalização e, por isso, não houve prisão em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, eles poderão responder por crimes contra as relações de consumo, que incluem vender ou expor à venda mercadorias impróprias ou em desacordo com as normas legais. As penas podem variar de dois a cinco anos de detenção.

Também podem responder por descaminho — quando há tentativa de burlar o pagamento de impostos sobre mercadorias — com pena de um a quatro anos de reclusão, e por comercialização de produtos proibidos, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão.

As investigações continuam para apurar a responsabilidade dos envolvidos.

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