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‘Maníaco da Cruz’ volta à Justiça por novo ataque dentro de presídio em MS

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Divulgação

Dyonathan Celestrino, conhecido como “Maníaco da Cruz”, será submetido nesta terça-feira (28) a audiência de instrução e julgamento referente a um ataque contra policiais penais registrado em 2024, no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG). Atualmente com 34 anos, ele permanece custodiado em ala psiquiátrica da unidade.

A audiência será realizada por videoconferência, sem a necessidade de deslocamento do interno. O procedimento judicial envolve o interrogatório do réu e a oitiva de testemunhas relacionadas ao caso.

Conforme apurado, o episódio ocorreu no dia 29 de setembro de 2024, por volta das 16h45, durante o banho de sol no solário da unidade. Dyonathan teria se recusado a retornar para a cela, apresentando comportamento agressivo e resistência às ordens dos servidores. Foi necessário o uso de escudo por parte da equipe de segurança.

Durante a intervenção, ele teria arremessado uma garrafa pet contendo urina contra um policial penal. Segundo registros da ocorrência, esse tipo de conduta já havia sido praticado anteriormente, com relatos de agressões e lançamento de dejetos contra servidores.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ofereceu denúncia em maio de 2025, sendo aceita pela Justiça após audiência realizada em dezembro do mesmo ano. O processo avança agora para a fase de instrução.

Outro episódio semelhante também consta nos registros. Em 2023, o interno teria agredido um policial penal, que sofreu fratura no nariz. Na ocasião, Dyonathan estava no solário de uma cela especial, em estado de agitação, recusando-se a retornar ao interior da cela. De acordo com o boletim, ele apresentava comportamento violento, com ameaças de morte contra os servidores, além de resistir fisicamente, desferindo socos e chutes. O caso foi enquadrado como lesão corporal dolosa e resistência.

Dyonathan Celestrino ganhou notoriedade em Mato Grosso do Sul ainda na adolescência, após ser identificado como autor de uma série de homicídios. As vítimas foram Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, Letícia Neves de Oliveira, de 22, e Catalino Gardena, de 33 anos.

À época, a investigação apontou que ele utilizava o pseudônimo “Dog Hell 666” em redes sociais. A identificação ocorreu após a análise de mensagens e quebra de sigilo telefônico. Ele foi apreendido em 2008 e internado na Unei de Ponta Porã. Em 2013, chegou a fugir para o Paraguai, sendo posteriormente recapturado.

Considerado inimputável pela Justiça, Dyonathan teve a interdição decretada e cumpre medida de segurança no IPCG, onde permanece em tratamento na ala de saúde mental. Recentemente, ele também foi condenado por ameaçar um agente penitenciário.